segunda-feira, 24 de novembro de 2008

As inovações das Artes

As inovações das Artes

Em Artes, os PCN propõem que os professores orientem as crianças para desenvolver a observação, a imaginação e a sensibilidade. Desenvolvimento que se dá por meio de quatro linguagens artísticas: arte visual, música, dança e teatro.

O que os PCN propõem para o ensino de Artes de 1ª a 4ª série? Um dos pontos inovadores dos PCN é o rompimento da dicotomia entre arte e ciência, entre pensar e agir, entre sentimento e pensamento. O ensino de Artes visa desenvolver na criança e a sensibilidade, essenciais também para a aprendizagem das demais disciplinas. Esse desenvolvimento se dá por meio de quatro linguagens artísticas – música, dança, teatro e artes visuais. A maneira de trabalhar os conteúdos também é inovadora. Até aqui, a maioria da escola que inclui a dança em sua programação, o faz por meio de coreografias sem nenhuma espontaneidade ou criatividade. Também são comuns as aulas de balé em algumas escolas particulares, num movimento oposto ao que acontece nas ruas do Brasil, onde a dança explode naturalmente como um elemento fundamental da nossa identidade cultural. Outras mudanças são a substituição de artes plásticas por artes visuais e a a inclusão do teatro, que até então se resumia praticamente às famosas montagens de "pecinhas" de final de ano.

Qual a maior dificuldade no ensino de Artes de 1ª a 4ª série? É a formação do professor, que na maioria das vezes é polivalente, isto é, tem de dar conta de Artes, Português, Matemática, História, Geografia, Ciências e Educação Física, sem falar nos temas transversais. Assim, é comum que o professor não tenha muita experiência em arte, nem reflexão sobre as quatro linguagens em que ela se desdobra no ensino. Daí a necessidade de um programa para a formação contínua desses professores. Nesse sentido, os professores de 5ª a 8ª série, que têm formação específica, podem ajudar a superar as lacunas. De qualquer forma, é importante que a escola tenha um projeto educativo que dê subsídios para que o professor possa se lançar nesse desafio. Outra questão é a dificuldade de dar aula em 50 minutos semanais. Deveriam ser no mínimo, duas aulas por semana.

Por que Artes Visuais e não Artes Plásticas? Artes plásticas são a pintura, a escultura, o desenho, a gravura, o artefato. Artes visuais é um conceito mais amplo, que inclui novas modalidades que resultam dos avanços tecnológicos e transformações estéticas modernas, como fotografia, artes gráficas, cinema, televisão, vídeo, computação e performance. A função comunicativa da arte adquire uma importância muito maior de acordo com a proposta de artes visuais. Essa nova forma de encarar a arte também acentua o seu caráter histórico, como um processo construído pelo ser humano e, portanto, em contínua transformação.

Qual é o objetivo do ensino de dança? A criança não pára de se movimentar. Correr e pular são atividades mais do que naturais para as crianças que estão conhecendo o próprio corpo, um elemento fundamental na construção da autonomia. Até os 10 anos, a criança possui um vocabulário gestual fluente e expressivo, isto é, ela se movimenta com liberdade e criatividade. O objetivo da dança é fazê-la entender o funcionamento de seu próprio corpo para que possa usá-lo expressivamente com inteligência, utonomia, responsabilidade e sensibilidade.

Qual é a função do teatro? No Ensino Fundamental, o teatro proporciona experiências que contribuem para o crescimento integrado da criança, unindo ação e emoção, reflexão e expressão. Além disso, trata-se de uma arte construída coletivamente – mesmo que se trate de um monólogo. A existência de diversos profissionais, como o cenógrafo, o figurinista, o sonoplasta e o iluminador fazem do teatro uma arte que possibilita uma troca de experiências coletivas e muito enriquecedoras.

Qual é a saída diante da falta de formação artística da maioria dos professores? De acordo com os Parâmetros, arte não é só criação. É também saber apreciá-la e refletir sobre seus significados. Esta pode ser uma alternativa para quem não tem uma habilidade especial para as várias linguagens artísticas. Alternativa são os professores/artistas convidados. Se o professor não sabe tocar um instrumento musical ou é desafinado, nem por isso está impedido de dar aula de música. Ele pode ensinar seus alunos a apreciarem a linguagem musical, a ouvir, explorando as diferenças entre o som e o silêncio, a sonoridade grave e a aguda, por exemplo. O professor pode não ser um Beethoven ou um Michelangelo, mas deve ter a capacidade de se expressar. É importante que ele tenha isso em mente para não exigir que seus alunos produzam obras-primas. Sua função é a de ajudá-los a desenvolver a capacidade de se comunicar, de expressar seus sentimentos e suas idéias por meio das linguagens artísticas à sua disposição. Também é importante não comparar  cada um se expressa na medida das suas possibilidades, com mais facilidade em uma área do que em outras.

Se o professor tiver formação em uma linguagem específica, ele está apto a ensinar as outras três? É claro que é praticamente impossível trabalhar as quatro linguagens ao mesmo tempo. A sugestão é dividir segundo os ciclos de dois anos – duas linguagens por ciclo. Pode-se escolher duas linguagens durante um ano e repeti-las no ano seguinte ou trabalhar sobre apenas uma linguagem ao longo do ano inteiro. Isso fica a critério da escola, de acordo com o seu projeto educativo. Em geral, as crianças do primeiro ciclo gostam de cantar, brincar e fazer atividades plásticas. Isso pode servir como guia para a montagem do currículo. O que não se pode fazer é passar os quatro anos dos dois ciclos com apenas uma linguagem artística.

Como se utiliza o conhecimento prévio em relação às Artes? Os PCN estimulam o professor a trabalhar com as manifestações artísticas típicas da região em que vive. Esse é um bom ponto de partida inclusive para a escolha de conteúdos. Outro dado importante atualmente é aproveitar a interligação entre arte e meios de comunicação de massa. A arte pode ser usada para contar a história da cultura e da própria vida das populações.

Qual é o tratamento para os temas transversais nas Artes? Eles vêm à tona naturalmente. O respeito ao trabalho alheio é um ponto fundamental da educação pela arte e resgata uma questão ética básica em nossos dias. A discussão sobre o meio ambiente também emerge facilmente pela percepção de diferentes sonoridades, como o som da natureza, o som da cidade, a poluição sonora. A reciclagem de papel é um jeito sensível e divertido de ilustrar uma discussão interessante sobre a preservação ambiental. Quanto mais papel for reciclado, menos árvores serão derrubadas. O reconhecimento e a valorização das expressões artísticas dos mais diversos povos é uma forma de apresentar a questão da pluralidade cultural.


O que muda nos critérios de avaliação? A avaliação pode ser feita por meio de imagens, dramatizações ou composições musicais, ou ainda pela exploração de pequenos textos ou falas em que as crianças abordem os conteúdos estudados. O professor deve estar atento para que a resposta seja pessoal e coerente com o que foi estudado e com as possibilidades de o aluno aprender. Para tanto, é importante que ele conheça a articulação dos saberes da criança e seus modos de representação dos conteúdos.

As inovações das Artes

As inovações das Artes

Em Artes, os PCN propõem que os professores orientem as crianças para desenvolver a observação, a imaginação e a sensibilidade. Desenvolvimento que se dá por meio de quatro linguagens artísticas: arte visual, música, dança e teatro.

O que os PCN propõem para o ensino de Artes de 1ª a 4ª série? Um dos pontos inovadores dos PCN é o rompimento da dicotomia entre arte e ciência, entre pensar e agir, entre sentimento e pensamento. O ensino de Artes visa desenvolver na criança e a sensibilidade, essenciais também para a aprendizagem das demais disciplinas. Esse desenvolvimento se dá por meio de quatro linguagens artísticas – música, dança, teatro e artes visuais. A maneira de trabalhar os conteúdos também é inovadora. Até aqui, a maioria da escola que inclui a dança em sua programação, o faz por meio de coreografias sem nenhuma espontaneidade ou criatividade. Também são comuns as aulas de balé em algumas escolas particulares, num movimento oposto ao que acontece nas ruas do Brasil, onde a dança explode naturalmente como um elemento fundamental da nossa identidade cultural. Outras mudanças são a substituição de artes plásticas por artes visuais e a a inclusão do teatro, que até então se resumia praticamente às famosas montagens de "pecinhas" de final de ano.

Qual a maior dificuldade no ensino de Artes de 1ª a 4ª série? É a formação do professor, que na maioria das vezes é polivalente, isto é, tem de dar conta de Artes, Português, Matemática, História, Geografia, Ciências e Educação Física, sem falar nos temas transversais. Assim, é comum que o professor não tenha muita experiência em arte, nem reflexão sobre as quatro linguagens em que ela se desdobra no ensino. Daí a necessidade de um programa para a formação contínua desses professores. Nesse sentido, os professores de 5ª a 8ª série, que têm formação específica, podem ajudar a superar as lacunas. De qualquer forma, é importante que a escola tenha um projeto educativo que dê subsídios para que o professor possa se lançar nesse desafio. Outra questão é a dificuldade de dar aula em 50 minutos semanais. Deveriam ser no mínimo, duas aulas por semana.

Por que Artes Visuais e não Artes Plásticas? Artes plásticas são a pintura, a escultura, o desenho, a gravura, o artefato. Artes visuais é um conceito mais amplo, que inclui novas modalidades que resultam dos avanços tecnológicos e transformações estéticas modernas, como fotografia, artes gráficas, cinema, televisão, vídeo, computação e performance. A função comunicativa da arte adquire uma importância muito maior de acordo com a proposta de artes visuais. Essa nova forma de encarar a arte também acentua o seu caráter histórico, como um processo construído pelo ser humano e, portanto, em contínua transformação.

Qual é o objetivo do ensino de dança? A criança não pára de se movimentar. Correr e pular são atividades mais do que naturais para as crianças que estão conhecendo o próprio corpo, um elemento fundamental na construção da autonomia. Até os 10 anos, a criança possui um vocabulário gestual fluente e expressivo, isto é, ela se movimenta com liberdade e criatividade. O objetivo da dança é fazê-la entender o funcionamento de seu próprio corpo para que possa usá-lo expressivamente com inteligência, utonomia, responsabilidade e sensibilidade.

Qual é a função do teatro? No Ensino Fundamental, o teatro proporciona experiências que contribuem para o crescimento integrado da criança, unindo ação e emoção, reflexão e expressão. Além disso, trata-se de uma arte construída coletivamente – mesmo que se trate de um monólogo. A existência de diversos profissionais, como o cenógrafo, o figurinista, o sonoplasta e o iluminador fazem do teatro uma arte que possibilita uma troca de experiências coletivas e muito enriquecedoras.

Qual é a saída diante da falta de formação artística da maioria dos professores? De acordo com os Parâmetros, arte não é só criação. É também saber apreciá-la e refletir sobre seus significados. Esta pode ser uma alternativa para quem não tem uma habilidade especial para as várias linguagens artísticas. Alternativa são os professores/artistas convidados. Se o professor não sabe tocar um instrumento musical ou é desafinado, nem por isso está impedido de dar aula de música. Ele pode ensinar seus alunos a apreciarem a linguagem musical, a ouvir, explorando as diferenças entre o som e o silêncio, a sonoridade grave e a aguda, por exemplo. O professor pode não ser um Beethoven ou um Michelangelo, mas deve ter a capacidade de se expressar. É importante que ele tenha isso em mente para não exigir que seus alunos produzam obras-primas. Sua função é a de ajudá-los a desenvolver a capacidade de se comunicar, de expressar seus sentimentos e suas idéias por meio das linguagens artísticas à sua disposição. Também é importante não comparar  cada um se expressa na medida das suas possibilidades, com mais facilidade em uma área do que em outras.

Se o professor tiver formação em uma linguagem específica, ele está apto a ensinar as outras três? É claro que é praticamente impossível trabalhar as quatro linguagens ao mesmo tempo. A sugestão é dividir segundo os ciclos de dois anos – duas linguagens por ciclo. Pode-se escolher duas linguagens durante um ano e repeti-las no ano seguinte ou trabalhar sobre apenas uma linguagem ao longo do ano inteiro. Isso fica a critério da escola, de acordo com o seu projeto educativo. Em geral, as crianças do primeiro ciclo gostam de cantar, brincar e fazer atividades plásticas. Isso pode servir como guia para a montagem do currículo. O que não se pode fazer é passar os quatro anos dos dois ciclos com apenas uma linguagem artística.

Como se utiliza o conhecimento prévio em relação às Artes? Os PCN estimulam o professor a trabalhar com as manifestações artísticas típicas da região em que vive. Esse é um bom ponto de partida inclusive para a escolha de conteúdos. Outro dado importante atualmente é aproveitar a interligação entre arte e meios de comunicação de massa. A arte pode ser usada para contar a história da cultura e da própria vida das populações.

Qual é o tratamento para os temas transversais nas Artes? Eles vêm à tona naturalmente. O respeito ao trabalho alheio é um ponto fundamental da educação pela arte e resgata uma questão ética básica em nossos dias. A discussão sobre o meio ambiente também emerge facilmente pela percepção de diferentes sonoridades, como o som da natureza, o som da cidade, a poluição sonora. A reciclagem de papel é um jeito sensível e divertido de ilustrar uma discussão interessante sobre a preservação ambiental. Quanto mais papel for reciclado, menos árvores serão derrubadas. O reconhecimento e a valorização das expressões artísticas dos mais diversos povos é uma forma de apresentar a questão da pluralidade cultural.


O que muda nos critérios de avaliação? A avaliação pode ser feita por meio de imagens, dramatizações ou composições musicais, ou ainda pela exploração de pequenos textos ou falas em que as crianças abordem os conteúdos estudados. O professor deve estar atento para que a resposta seja pessoal e coerente com o que foi estudado e com as possibilidades de o aluno aprender. Para tanto, é importante que ele conheça a articulação dos saberes da criança e seus modos de representação dos conteúdos.

As inovações das Artes

As inovações das Artes

Em Artes, os PCN propõem que os professores orientem as crianças para desenvolver a observação, a imaginação e a sensibilidade. Desenvolvimento que se dá por meio de quatro linguagens artísticas: arte visual, música, dança e teatro.

O que os PCN propõem para o ensino de Artes de 1ª a 4ª série? Um dos pontos inovadores dos PCN é o rompimento da dicotomia entre arte e ciência, entre pensar e agir, entre sentimento e pensamento. O ensino de Artes visa desenvolver na criança e a sensibilidade, essenciais também para a aprendizagem das demais disciplinas. Esse desenvolvimento se dá por meio de quatro linguagens artísticas – música, dança, teatro e artes visuais. A maneira de trabalhar os conteúdos também é inovadora. Até aqui, a maioria da escola que inclui a dança em sua programação, o faz por meio de coreografias sem nenhuma espontaneidade ou criatividade. Também são comuns as aulas de balé em algumas escolas particulares, num movimento oposto ao que acontece nas ruas do Brasil, onde a dança explode naturalmente como um elemento fundamental da nossa identidade cultural. Outras mudanças são a substituição de artes plásticas por artes visuais e a a inclusão do teatro, que até então se resumia praticamente às famosas montagens de "pecinhas" de final de ano.

Qual a maior dificuldade no ensino de Artes de 1ª a 4ª série? É a formação do professor, que na maioria das vezes é polivalente, isto é, tem de dar conta de Artes, Português, Matemática, História, Geografia, Ciências e Educação Física, sem falar nos temas transversais. Assim, é comum que o professor não tenha muita experiência em arte, nem reflexão sobre as quatro linguagens em que ela se desdobra no ensino. Daí a necessidade de um programa para a formação contínua desses professores. Nesse sentido, os professores de 5ª a 8ª série, que têm formação específica, podem ajudar a superar as lacunas. De qualquer forma, é importante que a escola tenha um projeto educativo que dê subsídios para que o professor possa se lançar nesse desafio. Outra questão é a dificuldade de dar aula em 50 minutos semanais. Deveriam ser no mínimo, duas aulas por semana.

Por que Artes Visuais e não Artes Plásticas? Artes plásticas são a pintura, a escultura, o desenho, a gravura, o artefato. Artes visuais é um conceito mais amplo, que inclui novas modalidades que resultam dos avanços tecnológicos e transformações estéticas modernas, como fotografia, artes gráficas, cinema, televisão, vídeo, computação e performance. A função comunicativa da arte adquire uma importância muito maior de acordo com a proposta de artes visuais. Essa nova forma de encarar a arte também acentua o seu caráter histórico, como um processo construído pelo ser humano e, portanto, em contínua transformação.

Qual é o objetivo do ensino de dança? A criança não pára de se movimentar. Correr e pular são atividades mais do que naturais para as crianças que estão conhecendo o próprio corpo, um elemento fundamental na construção da autonomia. Até os 10 anos, a criança possui um vocabulário gestual fluente e expressivo, isto é, ela se movimenta com liberdade e criatividade. O objetivo da dança é fazê-la entender o funcionamento de seu próprio corpo para que possa usá-lo expressivamente com inteligência, utonomia, responsabilidade e sensibilidade.

Qual é a função do teatro? No Ensino Fundamental, o teatro proporciona experiências que contribuem para o crescimento integrado da criança, unindo ação e emoção, reflexão e expressão. Além disso, trata-se de uma arte construída coletivamente – mesmo que se trate de um monólogo. A existência de diversos profissionais, como o cenógrafo, o figurinista, o sonoplasta e o iluminador fazem do teatro uma arte que possibilita uma troca de experiências coletivas e muito enriquecedoras.

Qual é a saída diante da falta de formação artística da maioria dos professores? De acordo com os Parâmetros, arte não é só criação. É também saber apreciá-la e refletir sobre seus significados. Esta pode ser uma alternativa para quem não tem uma habilidade especial para as várias linguagens artísticas. Alternativa são os professores/artistas convidados. Se o professor não sabe tocar um instrumento musical ou é desafinado, nem por isso está impedido de dar aula de música. Ele pode ensinar seus alunos a apreciarem a linguagem musical, a ouvir, explorando as diferenças entre o som e o silêncio, a sonoridade grave e a aguda, por exemplo. O professor pode não ser um Beethoven ou um Michelangelo, mas deve ter a capacidade de se expressar. É importante que ele tenha isso em mente para não exigir que seus alunos produzam obras-primas. Sua função é a de ajudá-los a desenvolver a capacidade de se comunicar, de expressar seus sentimentos e suas idéias por meio das linguagens artísticas à sua disposição. Também é importante não comparar  cada um se expressa na medida das suas possibilidades, com mais facilidade em uma área do que em outras.

Se o professor tiver formação em uma linguagem específica, ele está apto a ensinar as outras três? É claro que é praticamente impossível trabalhar as quatro linguagens ao mesmo tempo. A sugestão é dividir segundo os ciclos de dois anos – duas linguagens por ciclo. Pode-se escolher duas linguagens durante um ano e repeti-las no ano seguinte ou trabalhar sobre apenas uma linguagem ao longo do ano inteiro. Isso fica a critério da escola, de acordo com o seu projeto educativo. Em geral, as crianças do primeiro ciclo gostam de cantar, brincar e fazer atividades plásticas. Isso pode servir como guia para a montagem do currículo. O que não se pode fazer é passar os quatro anos dos dois ciclos com apenas uma linguagem artística.

Como se utiliza o conhecimento prévio em relação às Artes? Os PCN estimulam o professor a trabalhar com as manifestações artísticas típicas da região em que vive. Esse é um bom ponto de partida inclusive para a escolha de conteúdos. Outro dado importante atualmente é aproveitar a interligação entre arte e meios de comunicação de massa. A arte pode ser usada para contar a história da cultura e da própria vida das populações.

Qual é o tratamento para os temas transversais nas Artes? Eles vêm à tona naturalmente. O respeito ao trabalho alheio é um ponto fundamental da educação pela arte e resgata uma questão ética básica em nossos dias. A discussão sobre o meio ambiente também emerge facilmente pela percepção de diferentes sonoridades, como o som da natureza, o som da cidade, a poluição sonora. A reciclagem de papel é um jeito sensível e divertido de ilustrar uma discussão interessante sobre a preservação ambiental. Quanto mais papel for reciclado, menos árvores serão derrubadas. O reconhecimento e a valorização das expressões artísticas dos mais diversos povos é uma forma de apresentar a questão da pluralidade cultural.


O que muda nos critérios de avaliação? A avaliação pode ser feita por meio de imagens, dramatizações ou composições musicais, ou ainda pela exploração de pequenos textos ou falas em que as crianças abordem os conteúdos estudados. O professor deve estar atento para que a resposta seja pessoal e coerente com o que foi estudado e com as possibilidades de o aluno aprender. Para tanto, é importante que ele conheça a articulação dos saberes da criança e seus modos de representação dos conteúdos.

AULA PRÁTICA DO ENSINO DE ARTE- LEITURA DE IMAGENS

AULA DE PRÁTICA DE ENSINO DE ARTE




PROPOSTA 1: (INDIVIDUAL) – Desenhar um rosto com diferentes expressões e formas.
PROPOSTA 2: Escolha uma das figuras e imagine como essa figura seria se fosse um personagem de uma história. Faça uma descrição física e psicológica de seu personagem.
Cada um com o seu personagem formem um grupo e invente uma história com os personagens.
Transforme a história em um roteiro de teatro (para que seja encenada). Seqüência de cenas (diálogo) é diferente de um texto narrativo em prosa.







Nome/ Título
Autor
ENREDO (Resumo/ Cenas importantes):
PERSONAGENS (Nome/ Participação):
VESTUÁRIO/ CENÁRIOS (Onde se passa):

CENA 1 ( ou ato)
(Inicia o diálogo):

Exemplo:





















Esta atividade é importante para o aluno perceber a diferença entre os gêneros textuais, (forma e conteúdo). Une a arte - a escrita e a oralidade, diversidade lingüística, trabalha-se pontuação, discurso direto (elemento da narrativa), descrição, verbos, e, enfim, a criatividade.






LEITURA DE IMAGENS

ROTEIRO DE APRECIAÇÃO ESTÉTICA E CRÍTICA DA OBRA DE ARTE.
PRIMEIRAMENTE OBSERVAR ATENTAMENTE A OBRA.

1- ITENS DESCRITIVOS:

1.1 SENTIMENTOS (Qual o sentimento que a obra de arte desperta em você)
Alegria, tristeza, dramaticidade, paz, leveza, depressão, revolta, relaxamento, tensão, esperança, melancolia, solidão, amizade, resignação, amor, agressividade, paixão, dinamismo, lentidão, vergonha, piedade, irritação, harmonia, compaixão, ternura, calmaria, austeridade.
Qual foi a sua primeira impressão desse trabalho?

2- CATEGORIA ESTÉTICA: (observe atentamente a disposição das linhas estruturais da obra).

1.2.1. LINHA (Como são as linhas da obra?)
Horizontais, verticais, torcidas, fortes, trançadas, espiraladas, suaves, denteadas, finas, grossas, curvas, contínua, circulares, diagonais, interrompidas, ausentes.

1.2.2. COR (Fixe a imagem, pisque e observe suas cores).
Primárias, frias, brilhantes, quentes, escuras, complementares, claras, terciárias, contrastantes, secundárias, neutras, fortes.
s cores interferem na obra de arte de modo a lhes proporcionar vida e as tornam mais interessantes?

1.2.3 TEXTURA (Identifique a textura adquirida pelos materiais empregados pelo artista na obra).
Lisa, áspera, sedosa/acetinada, arenosa, granulada, porosa, macia, inconsistente, rugosa, quebradiça, escorregadia, rígida, porosa, aveludada.

1.2.4 FORMA (Que tipo de forma foi utilizado pelo artista em sua obra?).
Geométrica, orgânica, angular, triangular, retangular, quadrada, semicircular, cônica, piramidal, arredondada, cilíndrica

1.2.5 COMPOSIÇÃO (Como o artista organizou as formas da obra?)
Equilibrada, simétrica, ritmada, desequilibrada, proporcional, desapropriada, sobreposta, apoiada, repetida, assimétrica.
Como os olhos se movimentam em relação à obra de arte?
Constante, ritmado, ondulado, salteado, flutuante, lento, superficial, profundo, uniforme, rápido.
Relacione os objetos que você vê na obra, situando-os. Há o destaque de algum deles em relação aos demais?

DISCIPLINA ARTE: O QUE E COMO ENSINAR E AVALIAR

DISCIPLINA ARTE: O QUE E COMO ENSINAR E AVALIAR
Entendemos que a educação estética (humanização dos sentidos) pode ser trabalhada nas instituições escolares por meio da disciplina Arte. Tornar-se e reconhecer-se como humano ocorre quando temos acesso aos bens culturais que a humanidade construiu ao longo dos anos, e entre eles está o conhecimento artístico. Educar esteticamente consiste em ensinar o Homem a ver, ouvir, movimentar-se, atuar e sentir, o que não acontece de forma livre e espontânea. Assim, perguntamos: O que ensinar sobre arte as escolas? Como ensinar? E como avaliar? O que são conteúdos escolares e artísticos? Conteúdos escolares são os saberes universais que constituem o mundo da cultura, e, entre eles, está a arte. No contexto escolar, o objeto de estudo da disciplina Arte são os conteúdos específicos contemplados nas diferentes linguagens artísticas, entre elas música, dança, teatro e artes visuais, em um determinado tempo e espaço historicamente construído pelo Homem. Nesta perspectiva, os conteúdos escolares em arte devem ser abordados em direção a uma totalidade e que possa abarcar dois eixos: primeiro, os conteúdos estruturantes (a matéria-prima, os elementos formais, a composição e as técnicas de cada uma das linguagens artísticas); e segundo, a abordagem sócio-histórica (artistas, obras, época, gênero e movimentos e períodos históricos).
É fundamental que o professor conheça e organize o conteúdo da disciplina que leciona para que, a partir dele, possa construir caminhos para torná-lo mais acessível à apropriação deste pelos alunos. A sistematização e organização curricular dos conteúdos em Arte não consistem de uma listagem linear e estanque, mas sim de uma diretriz, um caminho que possa promover a apreensão, subjetivação e objetivação teórica e prática do saber artístico, de forma gradativa e que aos poucos possa ser aprofundada.
A ação pedagógica do professor em sala de aula, conforme o encaminhamento metodológico, precisa propiciar a práxis artística (unidade entre a teoria e a prática artística), por meio de vivências e do entendimento histórico e teórico das experiências vivenciadas. O docente necessita vivenciar experiências pedagógicas, didáticas e artísticas, ou seja, é preciso participar deste processo enquanto aluno para que se possa conduzir o processo ensino-aprendizagem como professor com os alunos em sala de aula.
Entretanto, também cabe à escola, em conjunto com o professor, promover espaços sociais e tempo para o desenvolvimento das atividades artísticas, de acordo com os instrumentos, técnicas e materiais, considerando-se as seguintes especificidades: a linguagem artística a ser trabalhada e o nível e modalidade de ensino a ser contemplado.
A avaliação na disciplina Arte apresenta duas funções: a diagnóstica e a diretiva. Na função diagnóstica, a qual é processual, contínua, permanente e cumulativa, tem-se como ponto de partida os conhecimentos artísticos construídos historicamente pelo Homem e expressos na escola como conteúdo artístico. Já como ponto de chegada, está a apreensão destes conteúdos pelos alunos a partir da sistematização e mediação dos mesmos pelo professor na relação ensino-aprendizagem. Na função diretiva, a avaliação baseia-se na reflexão e no questionamento da práxis artística que foi desenvolvida no encaminhamento metodológico pelo professor. Desta forma, além de ensinar, também cabe ao docente avaliar o ensinar e o aprender durante o processo de desenvolvimento do trabalho pedagógico da disciplina arte, tornando consciente ao aluno o que foi aprendido e ao professor o que foi ensinado.
Entretanto, avaliar também consiste em construir uma síntese (sistematização do conhecimento apreendido) do que os alunos estão aprendendo, sem nenhum julgamento, a qual pode ser: descritiva e por meio de registro. A avaliação descritiva comunica o andamento do processo ensino-aprendizagem, comparando-se o que o aluno sabia no início do processo e os saberes que adquiriu durante este movimento. Já na avaliação por registro, tudo o que é vivenciado e produzido pelo aluno é registrado de forma concreta e material, por exemplo: fotos, portfólio, obras artísticas produzidas e gravações de vídeo e áudio, entre outras.
Toda avaliação das diferentes linguagens artísticas pode ser realizada por duas formas: a informal e a formal. Na informal, o discente manifesto os conteúdos escolares que foram aprendidos e o docente os que foram ensinados; e na formal, o docente seleciona os conteúdos trabalhados e verifica se houve ou não aprendizagem pelo discente, e para tal utiliza-se de diversos instrumentos de avaliação, tais como: ficha de registro e de observação, dramatização, auto-avaliação, relatos, vivências, sínteses, etc. Mas ainda indagamos: como sabemos que o aluno aprendeu? Como ele expressa esta aprendizagem? Creio que nesta situação, torna-se necessário que critérios de avaliação sejam estabelecidos, para que haja clareza dos conteúdos que o aluno apreendeu ou não, e daqueles que está a caminho de apreender ou não, desde que o foco esteja no processo e não no resultado da práxis pedagógica artística. Assim, o aluno expõe os diferentes níveis de apropriação e aprofundamento que efetivou ou não, e que pode vir a realizar. Como critérios de avaliação, destacamos: a vivência e produção de diferentes trabalhos artísticos, o desenvolvimento da sensibilidade do homem, a apreensão de produtos artísticos que o indivíduo construiu em suas práticas sociais e ao longo do tempo e espaço histórico, o desenvolvimento e aprimoramento dos órgãos dos sentidos para compreensão, criação, produção e fruição do trabalho artístico e a valorização da função social do artista, sua obra e seu tempo e espaço histórico, para a coletividade e para si próprio.
Desta forma, concluímos que não basta aprender um conteúdo escolar para mensuração de notas e aprovação de ano escolar, embora estas precisem existir no contexto escolar; é primordial ir, além disso, ou seja, de aprender um conteúdo escolar em função de uma necessidade social e a compreensão e utilização do mesmo, rumo a uma intervenção e transformação na sociedade e em si mesmo. Nesta direção, o professor da disciplina Arte necessita formação continuada para promover a educação estética de acordo com os parâmetros aqui apresentados, o que só é possível por meio de oficinas e do uso de materiais de apoio e didáticos desenvolvidos e aplicados por professores e profissionais desta área.
Algumas indicações bibliográficas:
ANDRADE, R. F.; SÁ, C. R. F.; SAMWAYS, E. Ensino da arte: eis a questão. Curitiba: Módulo, 1993. GASPARIN, J. L. Uma didática a para a pedagogia histórico-crítica. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2002 (Coleção Educação Contemporânea). LEONTIEV, A. N. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Livros Horizontes, 1978.
Christiane Denardi
(cdenardi@hotmail.com) é psicóloga, pianista, pesquisadora e professora de Música e Ensino Superior. É mestre em Educação pela PUC-PR, especialista em Magistério do Ensino Superior e Psicologia Organizacional e do Trabalho pela PUC-PR e em Educação Musical pela EMBAP. Possui diversos trabalhos publicados; ministrou palestras e oficinas e prestou consultoria nas áreas de Educação, Psicologia e Arte, além de atuar como colaboradora em revistas e sites educacionais.
Fonte: www.editoraopet.com.br

domingo, 23 de novembro de 2008